Você já ouviu falar da Vitamina D e de como ela é muito importante para a nossa saúde. No entanto, você sabe os motivos?

Mas e seu eu te disser que ela é ainda mais importante? Sim, ela é. E hoje nós vamos falar detalhadamente da Vitamina D, suas funções, suas fontes e os problemas gerados pela sua carência no organismo. E então, no final deste artigo todas as suas dúvidas sobre a Vitamina D terão desaparecido por completo.

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O que é a Vitamina D e quais são suas fontes?

A Vitamina D é um pró-hormônio que, associado com o Paratormônio (PTH), atua como importante regulador do metabolismo ósseo. Ela é essencial para a saúde, pois facilita a absorção do cálcio, que influencia na formação e na firmeza dos ossos e dos dentes. Além disso, é obrigatória para a produção de insulina e manutenção do sistema imunológico, sendo funcional para o tratamento de doenças autoimunes.

Sol:

A principal fonte de produção da vitamina D se dá por meio da exposição solar, pois os raios ultravioletas do tipo B (UVB) são capazes de ativar a síntese dessa substância. Mas alguns alimentos, especialmente peixes gordos (salmão, atum, cavala, arenque e sardinha) são fontes dessa vitamina. Porém, representam apenas 10%. Os outros 90% são obtidos através da síntese cutânea após exposição solar, que deve ser realizada, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, por 5 a 10 minutos todos os dias, a fim de sintetizar a vitamina D.

Riscos presentes na deficiência:

Definitivamente, a função mais conhecida da Vitamina D é a manutenção da massa óssea, mas estudos importantes têm sugerido que ela pode influenciar também o sistema imunológico. Então, sua deficiência (Hipovitaminose D) pode estar relacionada com o desenvolvimento de doenças autoimunes, como diabetes mellitus insulinodependente, esclerose múltipla, doença inflamatória intestinal, lúpus, encefalite autoimune e artrite reumatóide.

A incidência de câncer colorretal e sua relação com a vitamina D foi o foco de uma publicação no Journal of the National Cancer Institute. Neste estudo, a deficiência de vitamina D (25(OH)D < 30 nMol/L) foi associada com um risco 31% maior de câncer colorretal. Além disso, há ainda outro estudo relatando um nível maior de proteção contra infecções agudas do trato respiratório para pacientes com concentração de vitamina D inferior a 25 nMol/L.

Gestantes também devem ficar alertas!

Já para as gestantes o consumo da vitamina D é ainda mais essencial. De acordo com a SBEM (2014) e com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP, 2016), a gestação é considerada um período crítico e a deficiência desta vitamina, neste período, pode estar associada ao desenvolvimento de diabetes mellitus gestacional, vaginose bacteriana, pré-eclâmpsia, baixo peso do recém-nascido. Além disso, se relaciona também com alguns desfechos tardios, como baixa massa óssea e aparecimento de marcadores de risco cardiovascular nas crianças em idade escolar.

Viu só como a importância da Vitamina D é muito maior do que você imaginava?

Mas ainda não acabou. Precisamos falar de mais um tópico importante relacionado à Vitamina D:  Dosagem.

Em geral, no Brasil, a população possui níveis bem baixos de vitamina D, apesar de viver em um país tropical e com prevalência de clima ensolarado. E esse dado fortalece ainda mais o fato de que, apenas com alimentação rica em vitamina D, é bem difícil atingir as concentrações indicadas de vitamina D no organismo.

A suplementação e suas dosagens

Sendo assim, a busca por suplementos de Vitamina D vêm aumentando e, consequentemente, a necessidade de entendimento sobre as dosagens benéficas e maléficas ao organismo. Então, como a vitamina D é do grupo das vitaminas lipossolúveis, ela tem a capacidade de ser armazenada no organismo. Assim, caso seja ingerida em excesso, pode atingir níveis muito altos e causar intoxicação. 

Seguem abaixo os valores de referência para concentração de Vitamina D de acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC):

Valores de Referência:

  • Deficiência: <20 ng/mL;
  • Adequado para a população em geral <65 anos: entre 20-60 ng/mL;
  • Adequado para indivíduos com condições vulneráveis *: 30-60 ng/mL;
  • Risco de intoxicação: >100 ng/mL.

Atenção!

* Recomendado para: idosos, pacientes pós-cirurgia bariátrica, gestantes, indivíduos em uso de drogas que interferem no metabolismo da vitamina D, e os pacientes com osteoporose, hiperparatireoidismo secundário, osteomalácia, diabetes mellitus tipo 1, câncer, doença crônica, doença renal ou má absorção.

Mas, como alguns de vocês já devem ter notado, quando adquirimos um suplemento de Vitamina D, o frasco nos apresenta a medida “UI”, que significa Unidade Internacional. Já os valores de referência mostrados acima apresentam a dosagem em “ng/mL” (nanogramas por mililitro).

Então, como faço para relacionar os valores de referência indicados acima com a dosagem dos frascos em UI?

Eu disse, no início do artigo, que não ia deixar nenhuma dúvida. Lembra?

Ainda de acordo com a SBEM e a SBPC, a dose habitual para correção da deficiência de Vitamina D é de 50.000 UI/ Semana. Já para a manutenção da concentração de Vitamina D, a dose varia de 400 a 2000 UI/dia, dependendo da idade e da condição clínica do paciente. 

Atenção para os riscos de dosagens acima da recomendação!

Doses diárias superiores a 4000 UI são consideradas perigosas e podem levar a intoxicação. Contudo, existem diversas marcas de suplementos com produtos que oferecem doses de 10.000 UI/ dia e até maiores, chegando a 50.000 UI/dia, trazendo um enorme risco de intoxicação aos usuários. 

Mesmo para os raros casos onde há necessidade de dose diária superior a 2000 UI/dia, é de extrema importância o acompanhamento médico e a realização sistemática de exames laboratoriais. 

Os dados são preocupantes…

Estima-se que 1 bilhão de pessoas em todo o mundo são deficientes ou insuficientes em vitamina D. Essa estatística impressionante é também preocupante, pois, como vimos,  a vitamina D é indispensável à saúde humana. Então, cuide sempre de sua saúde, se alimente de forma equilibrada e pratique exercícios físicos regulares. Essa ainda é a melhor maneira de manter seu organismo funcionando da melhor forma. 

No entanto, caso haja necessidade de suplementação, opte por uma empresa que se preocupe com qualidade, como faz a MAKAI® Nutrition. Visite o nosso site clicando aqui!

As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e, portanto, não devem substituir orientações de profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Sendo assim, procure sempre o aconselhamento do seu médico ou nutricionista com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Nunca desconsidere o conselho médico ou demore na procura de ajuda por causa de algo que tenha lido em nosso site e mídias sociais da MAKAI®.

Referências bibliográficas:

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